Próximo passo da imprensa militante será colocar Forças Armadas contra Bolsonaro

Foto: Marcos Correa/PR

Desde o momento em que presidente Bolsonaro citou que tem o apoio das Forças Armadas, boa parte da imprensa brasileira, especialmente a militante política e, de quebra, opositora ao Governo Federal, saiu numa operação ‘cata-aqui cata-acolá’ por opiniões divergentes que esvaziem a interpretação do Artigo 142 da Constituição Federal – que estabelece o papel das Forças Armadas no Estado Democrático de Direito.

O objeto dessa parte da imprensa era e é claro: tentar emplacar a ideia de que as Forças Armadas não são subordinadas ao Presidente da República, como está escrito “sob a autoridade suprema do Presidente da República”.

A citação de Bolsonaro ocorreu no início do mês de maio. De lá para cá, leu-se, viu-se e ouviu uma infinidade de opiniões de juristas, especialistas e tanto outros de forma incessante como forma de esvaziar qualquer pensamento – que ainda não é censurado pelo Supremo Tribunal Federal, porque a expressão já está em cheque – alinhado ao discurso de Bolsonaro.

Eis que na contramão da patrulha jornalística apareceu um comentário do renomado jurista Ivis Gandra, afirmando que “o STF não é a última instância, e que cabe às Forças Armadas a garantia da lei e da ordem…, para repor a ordem”.

Até a esquerda brasileira encontrou um jeitinho de aumentar a tensão nacional. Juntou-se a um grupo de manifestantes que levantam aclamações internacionais e bandeiras conturbadas atribuídas como defesa à Democracia como forma de ser lembrada pela mídia.

E foi atendida, principalmente para a imprensa que quer mostrar dimensões populares contra Bolsonaro, mesmo que intitulem de democráticas as manifestações que defendem outro tipo de regime político-administrativo no Brasil.

Antes disso, a imprensa militante deu vozes aos ministros do STF sobre a quem estariam subordinadas as Forças Armadas. Obviamente os ministros não declarariam que a competência estaria nas mãos do Presidente da República – porque no momento é Bolsonaro.

Diante da dúvida sobre como pensam os comandantes das Forças Armadas, o próximo passo da imprensa militante será colocar Forças Armadas contra Bolsonaro. Procurará por nomes que não concordam com o discurso de Bolsonaro. Tentará minar a credibilidade das Forças Armadas. Tentará politizar as “instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina”, conforme estabelece a Constituição.

Não é previsão. É constatação sobre o comportamento da imprensa nos últimos 15 meses: sempre procurando – e encontrando – um jeito de gerar conflito entre líderes do país.

Que essa tensão a mais jamais seja gerada! As Forças Armadas não estão disponíveis para manobra política, para quem quer que seja.

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