Praticantes de vôlei reclamam das condições da quadra

Imagens: José Dilson

Mais uma vez, o site euclidesdacunha.com foi convidado para registrar as condições dos equipamentos para práticas esportivas na Praça da Juventude, que se tornou o principal local d e lazer da cidade, mas que não tem tido a atenção e o tratamento necessários para sua manutenção.

Há pouco tempo, este site publicou matéria completa em que denunciava o estado de abandono em que se encontrava a PJ, quando mostrou, com fotografias, as mazelas do local e os riscos que representavam para a integridade física das pessoas (jovens, adultos, crianças, pessoas da terceira idade) que praticam esporte com bola, usam os aparelhos para ginástica, fazem caminhada, etc.

Algumas providências foram tomadas pela prefeitura municipal, responsável pela sua manutenção, porém, como sempre acontece, tudo feito à meia-boca, como costuma falar as pessoas quando a coisa ou o serviço não é bem feito.

Para fazer justiça devemos anunciar que foram colocadas as portas nos banheiros (depois de mais de três meses) e vale ressaltar que nem sempre permanecem abertos ao público em geral, pois as pessoas em circulação pela via pública, quando necessitam, são obrigadas a pedirem aos proprietários de bares ou outros estabelecimentos comerciais para usarem o banheiro desses comércios, quando deveriam fazer suas necessidades fisiológicas nos sanitários da praça, já que a cidade não disponibiliza esses equipamentos para o público.

As pias também continuam sujas e as torneiras quebradas; além de o mau cheiro exalado, já que nos parece que não há higienização rotineira com desinfetante. A prática de urinar do lado de fora dos banheiros continua, principalmente nos horários em que aumenta o número de pessoas e os banheiros permanecem fechados.

Os refletores foram recuperados parcialmente, pois muitos ainda continuam sem acender e até com o foco direcionado para fora do local onde deveria iluminar. Alguns reatores foram trocados, mas, as caixas de cimento onde estão colocados continuam com a tampa quebrada e, descobertos, expõem a fiação elétrica, o que representa risco para adultos e crianças, principalmente nos dias de chuva, já que estão colocadas no solo e recebem água que escorre na superfície.

A quadra de futebol soçaite continua em estado degradante, pois necessita urgentemente de uma manutenção feita por especialista neste tipo de campo de grama sintética. Os remendos colocados não passaram de “armengue” e, muito malfeitos, só aumentaram o risco de acidente, pois criaram verdadeiras arapucas que tem provocado algumas quedas inesperadas sempre que alguém pisa nesses pontos desnivelados.

Como consequência da má colocação do carpete, as esferas que ficam sob a grama sintética são empurradas para cima e se acumulam às margens da quadra e na arquibancada, situação que torna o piso muito duro e provoca dores nos pés e tornozelos de quem joga futebol nessas condições.

As traves continuam enferrujadas e as hastes que sustentam as redes, que, aliás, estão podres e aos frangalhos, estão quebradas e necessitando de reparos, pois, soltas, do jeito que estão podem cair e machucar alguém. Uma simples solda resolveria o problema.

Mas, as reclamações sobre o estado de conservação da praça não estão limitadas tão somente à quadra de futebol e os demais equipamentos já citados. A quadra de voleibol também virou alvo de crítica de jovens que praticam este esporte.

A quadra, que tem o piso formado de areia, com o passar do tempo, perdeu um bom volume de areia e se apresenta com grandes irregularidades que dificultam à prática desse jogo: afundamento na área central perto da rede, contato direto com o solo duro que tem provocado machucados quando o atleta cai para praticar uma jogada de ‘manchete’ ou outro tipo de lance, entre outros. 

A iluminação também é precária e alguns refletores já não funcionam mais, pois estão queimados ou desligados e até com o foco direcionado para outras partes da praça e até para cima.

Outra preocupação desses usuários é com a permissão de animais, especialmente cães vadios ou levados pelos donos para necessidades fisiológicas na praça, que usam a areia da quadra para depositar fezes, urina, carrapatos e outros parasitários que já provocaram doença de pele em três jovens que praticam vôlei no local.

Diferente da quadra de futebol soçaite, a quadra de vôlei não tem proteção lateral, o que facilita a entrada de animais e provoca transtornos, até mesmo quando os atletas estão jogando.

“A colocação de um alambrado a meia-altura nas partes laterais resolveria o problema da invasão de animais. Os cães também contribuem para diminuir a quantidade de areia, pois ao término de suas necessidades fisiológicas, cavam o piso com as patas para cobrir o excremento e parte da areia é levada pelo vento ou cai do lado de fora”, disse um dos jovens que denunciaram a situação da quadra.

Espera-se que as autoridades responsáveis tomem as devidas providências, pois a bonita e importante, porém, malcuidada praça, não se transforme num verdadeiro elefante branco que custou aos cidadãos mais ou menos R$ 1,5 mi.

Veja mais imagens do local.
 


 

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