Polícia prende homem que matou e decapitou assassino do sobrinho

Foto:Polícia Civil

Equipe de policiais civis da 25ª Coordenadoria de Polícia do Interior (25ª Coorpin), em Euclides da Cunha, comandada pelo delegado regional Paulo Jason de Melo Falcão, prendeu no início da noite desta terça-feira (05), a pessoa de José Valdo de Jesus, maior, que confessou ter assassinado a pessoa conhecida como Laílson, que teve a cabeça decapitada e juntamente com o corpo jogada em um dos tanques de decantação de esgoto sanitário de Euclides da Cunha, no parque de operações da Embasa, na rodovia BA 220, próximo ao Conjunto Habitacional Minha Casa Minha Vida, crime ocorrido no dia 15 de março de 2017. O corpo, separado da cabeça, foi encontrado dois dias depois após o crime, à margem da Rodovia BA 220, entre a Central de Abastecimento e as Casinhas.

Assim como no crime que teve como vítima o jovem Jéferson Brito Teles, 17 anos de idade, vulgo “Padeiro”, mas com uma enorme lista de delitos, desde o furto, roubo de motocicleta ao tráfico de drogas, inclusive com registro de passagem pela polícia, o assassinato de Laílson também repercutiu tanto quanto, principalmente pela exibição na rede social WhatsApp, da cabeça decepada da vítima, exibida como troféu por quem o matou.

O CRIME: O repórter José Dilson Pinheiro/Site euclidesdacunha.com conversou com José Valdo, que contou com detalhes, como matou Laílson: “no dia 15 de março de 2017, estava eu consertando uma cerca que protegia uma horta existente no quintal da casa onde eu morava, no Conjunto Habitacional Minha Casa Minha Vida, bairro Nossa Senhora de Lourdes (Casinhas), quando Laílson chegou, por volta das 16 horas, e começou a puxar o assunto da morte de “Padeiro”, enfatizando que teria sido ele, Laílson, autor do assassinado e decapitação de meu sobrinho; que faria tudo novamente, quantas vezes fosse preciso, etc”. Prosseguindo em seu relato contou: “cada palavra de Laílson provocava em mim uma grande ira e, pela minha cabeça passava imagens das diversas tentativas feitas para resgatar a cabeça de Padeiro do fundo do tanque, porém, sem êxito, já que o corpo havia boiado e retirado por populares, dentro de um saco de embalar farinha contendo pedras para que não boiasse e assim permanecesse por muito tempo no fundo do tanque; ódio foi crescendo, até que, com o facão que eu usava para consertar a cerca, não hesitei em aplicar um forte golpe no pescoço e, depois de tê-lo matado, cortei-lhe a cabeça, fiz um self e publiquei no WhatsApp”.

REMOÇÃO DO CORPO E FUGA PARA OUTRO ESTADO: “Por volta de 21h, embalei o corpo e a cabeça em um saco, coloquei tudo num carrinho de mão e fiz o transporte até o local onde o corpo foi encontrado, dois dias depois, fiz o despejo, para em seguida retornar para minha casa, arrumei minha sacola e fui para o Estado de Sergipe, onde fiquei por pouco tempo e depois segui para Salvador, onde também não fiquei por muito tempo e resolvi viajar para Ribeira do Pombal, de onde fui a pé, para Banzaê, pois não tinha dinheiro para pagar uma passagem de ônibus. Em Banzaê, tentei uma ajuda junto à Prefeitura, mas consegui apenas, uma carona em um ônibus que transportava jogadores e futebol para Aribicé, de onde prossegui viagem, também a pé, para Euclides da Cunha, cortei caminho pelo povoado de Pai Tomé para não passar por dentro da cidade, até chegar a Monte Santo, onde arranjei uma mulher e fui morar com ela no povoado de Umburana, onde fui preso”.

Ao ser perguntado se sentia algum tipo de arrependimento, respondeu: “Se tivesse pensado mais um pouco não teria feito a besteira que fiz e a gora vou ter que pagar pelo erro cometido num momento de descontrole emocional. Também não estava suportando mais ter que andar mudando de lugar para fugir da polícia, pois acompanhava pelo rádio as notícias de Euclides da Cunha. Agora estou nas mãos da polícia e da justiça e devo pagar pelo erro que cometi” pontuou.

TATUAGEM NO BRAÇO FOI A PRINCIPAL PISTA PARA IDENTIFICAR O CRIMINOSO: a partir da fotografia postada no WhatsApp, onde Jose Val exibia a cabeça de Laílson decepada, o Serviço de Investigação da 25ª Coorpin intensificou os trabalhos de investigação, que durou mais de um ano, quando muita gente nem se lembrava mais do quadro tétrico mostrado nas redes sociais, com o assassino-confesso exibindo a cabeça da vítima, eis, que o excelente trabalho da Polícia Civil Judiciária concluiu com êxito a captura do criminoso que tinha tatuado no bíceps, a figura de uma lua circundada de estrelas, ponto inicial das investigações que culminaram com a prisão de José Valdo de Jesus, que levantou suspeita ao ir embora de Euclides da Cunha, dias depois do crime e passou a ser investigado, até que fora localizado em um povoado do meio rural de Monte Santo, preso e conduzido para o Complexo Policial Civil de Euclides da Cunha, onde permanecerá custodiado à disposição da Justiça da Comarca de Euclides da Cunha.

Segundo Dr. Paulo Jason, a equipe formada por Moura, Rangel e Francisco, sob seu comando, contou com o apoio da equipe de policiais civis da Delegacia Territorial de Monte Santo, tendo à frente o delegado Dr. Elísio, que ajudou no cumprimento do Mandado de Prisão Temporária expedido pelo Juízo da Comarca de Euclides da Cunha, em desfavor de José Valdo de Jesus, por crime de homicídio. 

 

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