Buteco do Dadá teve Ivan Silva e Henrique Pernambucano

Atualizado em 12/04/2018 - Fotos: José Dilson/euclidesdacunha.com
Dois dos melhores forrozeiros de Euclides da Cunha se reencontraram com o público que curte e valoriza o tradicionalíssimo forró pé de serra autenticamente sertanejo nordestino, neste sábado (7), no Buteco do Dadá, espaço cedido pelo Bamba Restaurante Fast Food, que objetiva resgatar e preservar a arte musical difundida nacional e internacionalmente pelo eterno Rei do Baião Luiz Gonzaga, que o povo nordestino tanto gosta e aprecia sem moderação, o cantor euclidense Ivan Silva e o sanfoneiro Henrique Pernambucano voltaram a se apresentar para o público que aos sábados costuma ir ao Bamba para tomar uma cachacinha das melhores procedências, cervejinha, saborear petiscos gostosos, namorar, bater um papo com os amigos e amigas e até arriscar-se numa dança que exige um cabra bom no corrupiado e uma mulher com requebro de ancas de fazer inveja.
 
Afastado por alguns dias, para um rápido tratamento de saúde, Ivan Silva, que prepara o lançamento de CD novo, voltou a cantar para a plateia que adora um “forrozin” pé de serra, romântico e xoteado de autoria dos melhores compositores e artistas nordestinos, entre eles, Petrúcio Amorim, Maciel Melo, Geraldo Azevedo, Alcimar Monteiro, Dominguinhos, Flávio José, etc., voltou com força total, juntamente com o parceiro sanfoneiro Henrique Pernambucano, um experiente músico instrumentistas que sabe puxar um fole de 120 baixos com muita habilidade e tirar acordes que deixam a galera entusiasmada. 
Foi um belo reencontro desta excelente dupla forrozeira, que também apresenta repertório de ritmos, letras e músicas de diferentes gêneros musicais, bem ao gosto popular, principalmente quando o folião já se encontra no segundo ou terceiro estágio da diversão e muito animado pelo caldo de cana destilado.
 
Neste último final de semana, alguns nomes respeitadíssimos do forró euclidense, por força de compromisso profissional, não puderam participar: mestre Cezário, Paulo do Acordeom, Romero Silva, Rato Branco, Vaninho San, Rabelo Gonzaga, Nego de Mané preto, etc., mas teve a participação de Rochedo do Nordeste, sanfoneiro Barão, vocalista e percussionista Marcos Brito – idealizador do Projeto: “Resgatando o Forró Pé de Serra”, J. Nunes, um excelente e eclético vocalista, pela primeira vez, marcou presença e participou com bons números musicais, enquanto na plateia o veterano músico Nilson Damasceno e o mestre Barbosinha assistiam tranquilamente tomando uma cervejinha e divertindo-se com a performance do excelente tecladista Cabelo de Milho. O velho poeta Ohniram Marinho, da Tendinha Cultural, também foi dar uma “zoiada” na galera forrozeira.
A poesia também esteve presente nos versos do poeta e compositor Zequinha do Violão, além de Gladival, ambos artistas e irmãos de Ivan Silva. Além de os excelentes e experientes percussionistas Toínho de Bina, Arthur Reis, Zé Adelson e jovens revelações da música de percussão: Jéferson e Marcos Junior, este, ainda em formação na Tendinha Cultural, mas que tem se revelado tocando bem e acompanhando artistas já formados, além de a participação, sempre muito boa do eclético cantor e instrumentista Raphael Maranduba. De Canudos apareceu Ney do Teclado, que compõe a banda Zito Vilanova e Planeta Forró, que também deu o seu recado musical.
O forró estava tão bom, que Neco do Fogão não resistiu e arriscou-se a cantar um forrozinho maneiro de Flávio José. A sonorização de qualidade foi do mestre Cinquentinha 7 Cordas, cobertura fotográfica do repórter José Dilson Pinheiro/Site euclidesdacunha.com, parceiro deste projeto cultural que resgata e preserva valores da nossa arte musical forrozeira nordestina. 

 

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